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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Procura-se padrins ou quem tope colher maracujás maduros



A gente cresce pensando que precisa fazer uma porção de coisas, inclusive ter resposta à pergunta: "qual o teu sonho?". Até aqui, nos 30, eu tive alguns sonhos bem ambiciosos, quase todos realizados, dois ou três em processo. E tem o mais novo, distante e com aparência de impossível: uma casa de arte. 

Quando penso em qual é o meu sonho nessa vida, sei que eles passam pela arte e pela partilha, pois daqui de onde falo, observo, escuto e sinto o universo sei que é impraticável querer ser e viver arte sem que uma série de discussões sejam feitas antes e durante, a outra opção ~ ir embora ~ nem cogito. A próxima geração talvez consiga ter mais acessos e diálogos, mas a minha dificilmente conseguirá aproveitar como poderia o direito de fruir, de produzir, de espalhar arte ao redor. 

Eu trabalhei bastante, principalmente junto com o meu irmão, para a Mundo Moinho nascer e ela veio, no início com um jeito de esboço, de provisório, e aos poucos foi virando árvore cheia de galhos e de potencialidades e não parou mais de crescer. E de tomar para si o nosso tempo e as nossas granas. Tivemos que dar um passo atrás e desistir do espaço físico para poder dar conta qualificadamente da proposta de produtora artística e dos nossos trabalhos individuais (que cada um tem seus trampos, ainda bem, senão projeto algum se nutriria). 

Desistimos da Casa das Artes. Por um tempo. E desde então há uma lacuna em mim feito ferida infeccionada, que não fecha. Porque eu vi dar certo e eu tive a certeza de que um lugar físico é necessário para que as pessoas possam experimentar e compreender o incrível que é apreciar e compartilhar arte na fonte, como colher maracujá maduro no pé. Com maracujá pronto a gente faz suco, doce, bolo, até malabarismo. E por causa do maracujá tem-se assunto para falar sobre outras frutas e entrar em papos mais densos de legumes, verduras, cereais. Ou não é? 

Agora, se eu nunca puder tocar maracujás maduros e descobrir que sabor, que cheiro, que origem, que possibilidades têm, de que forma vou desejar maracujá? Por que caminhos vou chegar a conhecer os pares e os ímpares do maracujá? Não há outra maneira de acreditar no agridoce do maracujá senão a prova, semente e sumo na língua. E é essa a onda que me interessa, que me faz bem e que me move.

Seria muito mais fácil seguir o meu rumo miudinho de escrita e busca de editoras ou autopublicação, mas para quê? Para quem? Quero os interlocutores de longe, sem dúvida, mas preciso especialmente dos de perto, dos meus, dos que dividem comigo um tempo e uma conjuntura social mais localizada. Como disse antes, desistimos temporariamente da Casa das Artes, mas seguimos trabalhando para achar meios de refazer um lugar real, além do virtual, para a Mundo Moinho. O nosso projeto no Padrim é uma dessas tentativas. 

Buscamos pessoas que se aventurem a apadrinhar as insistentes e bonitas ideias da Mundo Moinho, gente que tope colher maracujás maduros conosco.  Se interessar, VEM POR AQUI

Desde já, agradecida.

2 comentários:

  1. Querida Andréia;
    Em primeiro lugar desculpe a escrita, pois sempre fui péssimo em português e sua ortografia. Em segundo muito grato por seu convite, o qual não sei como poderia ajuda-lá, mais seria um grande prazer.
    Para isto preciso me informar mais sobre o Mundo Moinho e como poderia apadrinha-lo com o Nosso Projeto no Paris. Embora acompanhe você, não sou adepto de toda leitura; gosto de leitura científica ou que fale das entranhas do ser na sua maior plenitude, portanto não sei se seria o caso.
    Assim preciso realmente conhecer seu Mundo Moinho para ver qual o foco literário e ver se realmente me enquadro e posso ajuda-lá.
    É meu orgulho não tanto quanto dos seus pais ver o caminho que a menina que conheci toma; tornando-se a mulher desbravadora no mundo literário. Meus parabéns.
    Sem mais;
    Seu amigo,
    Att.Gilmar da Cruz Valentim

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    1. Oi, Gilmar!
      Que contente fico de saber que te interessas pela Mundo Moinho e pelo projeto de apadrinhamento. Esta postagem faz referência a uma proposta coletiva de trabalho e não às minhas escritas, particularmente, embora qualquer colaboração com a Mundo Moinho vá refletir no meu fazer literário.

      Enfim, se seguires os links vais entender melhor tudo isso:

      Site da Mundo Moinho: www.mundomoinho.com.br
      Projeto de apoio no Padrim: https://www.padrim.com.br/MundoMoinho

      Nós, Bruno e eu, que seguimos desenvolvendo as propostas da Mundo Moinho. E é bem bonito. :)

      Beijão e obrigada pela visita!

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