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1 de fevereiro de 2014

Enfim, comigo

Dormi mal pra caramba essa noite. O cara da gráfica avisou que a encomenda tinha sido despachada na quinta ou na quarta, não lembro mais, e que chegaria em minhas mãos no sábado pela manhã ou na segunda bem cedo, no máximo. O Alisson Affonso garantiu que o pessoal da gráfica era exemplar no atendimento e mais ainda na entrega, que eles eram bem cuidadosos com os impressos e tal. Eu confio, fecho os olhos e confio que tudo vai dar certo até que, eventualmente, não dê. A sessão de autógrafos da 41ª Feira do Livro da Furg está marcada para o dia 4 de fevereiro, terça, às 21h. Os livros dos autografantes deveriam estar lá, na banca da Furg, desde o início da feira. O meu chegaria no terceiro ou quarto dia do evento, a tempo, portanto. Quase. Praticamente, vai. Tudo sob controle, tudo ok. É?! Aparentemente, sim, mas durante o sono, pelamor.

Sei que estou no limite de agonia quando acordo antes do despertador. Dessa vez acordei cedo depois de um sonho confuso sobre receber um pacote com livros que não eram os meus, viajar até a cidade da gráfica e chorar as pitangas para os donos da empresa providenciarem os exemplares do meu Um ninho no estranho a tempo da feira e blá blá blá maluquice. Eu só pensava que além dos livros eu mesma não conseguiria voltar antes do dia 4. O desespero era tanto que eu queria sentar no chão, chorar e chamar a minha mãe. Acordei esbaforida. 20 minutos adiante o interfone toca: era o pessoal da transportadora. Por pouco não me pegam ainda de pijama, escabelada e a aflita.

Então esqueci completamente daquela bobajada de sonho e esperei saltitante os cinco pacotes de papel pardo aportarem no meio da sala, certo? Errado. A cada embrulho que os guris colocavam no tapete um relâmpago no estômago. E se os livros não fossem os meus? E se tivessem colocado, sei lá, agendas escolares (que isso é pauta para relato de outro trauma, enfim...) por engano nas caixas com o meu endereço? Que que ia ser de mim. Força, garota, isso aqui é especial, pensei, lembrando daquele vídeo no espelho do Porta dos Fundos. Peguei a tesourinha velha de guerra e abri uma camada, duas, três de papel e lá estavam eles, protegidos por um plástico transparente. O meu nome, o Zig, o efeito de textura verde no fundo. Quanta lindeza! Ufa. Deu tudo certo. 




Corre avisar ozamigo no facebook, o namorado que ainda dormia, a mãe-o pai-o mano que não atenderam o telefone. Avisa os guris que participaram do projeto, Alisson, Everton, Thiago, coisa mais linda que tá isso, gente, vocês têm que ver! 





E que dia é hoje? Quanto tempo falta para o negócio na feira? Segura, Berenice, nós vamos bater. 



Bem que o Alisson disse, o pessoal da gráfica era certeiro: atenciosos do início ao fim do serviço, pontuais e cuidadosos. A eles, só um recado a dar, à la anonimous gourmet: voltaremos. :D

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