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4 de agosto de 2013

Pupilíris

Furei meus olhos
para estacionar o tempo.

Se sol não se pusesse
se lua cheia não minguasse
se nenhuma estrela desaparecesse
talvez eu jamais adultecesse.

Furei meus olhos
para mirar infinito.

Sem resistir à cor
sem restringir direção
sem vacilar de pupilas
talvez me atravessasse luz sem medida

Furei meus olhos
Para desver o óbvio.

Furei, furei, furei
com golpes
mínimos
múltiplos
muitos
de agulha de costura

Midríase branca
até alargar o globo ocular
e aliviar
o pavor
desse rosto azul no espelho
do banheiro
frio.

2 comentários:

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    Em novembro (2013) a Academia Machadense de Letras, localizada em Machado, sul de Minas, realizará o IX Concurso de Poesias "Plínio Motta" (tema livre). Assim que sair o regulamento eu avisarei a todos Contamos com a sua participação.

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