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sábado, 17 de novembro de 2012

Meia fala

Quero a minha fala inteira de volta. 
Nada dá por completo sem a voz da gente, 
viva, 
pulando da boca. 
Nem a palavra sai com o sentido devido. 
É tudo partido, sofrido, descolorido. 
Meio esmagado, amassado em papa, 
Só para acalmar fomes,
dar recados,
disfarçar solidão.

3 comentários:

  1. Amei...também quero ter palavras pulando da boca sempre....

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  2. Que surpresa bonita! Essa Andréia dos poemas é linda também (mas preciso contar: vi poesia em cada frase dos teus contos. Coisa linda de se ler).

    Beijo!

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