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13 de junho de 2012

Carpe diem

Antes caminhava
no cordão da calçada
Comia bergamota no sol
Andava de bicicleta
Ralava o joelho…
A mãe prendia seu cabelo
e a via chorar
E a rua, então, era colorida.
Agora cumpre horários
Penteia o cabelo uma vez no dia
Vê acidentalmente sua imagem refletida em espelhos
E o sol através de janelas abertas.
De repente, um velho a pega da mão
Ri com o canto murcho da boca
Aponta com o indicador esquerdo:
Uma criança caminha no cordão da calçada
E o velho só faz repetir
“Carpe Diem, menina. Carpe Diem..”

*antigo, muito. o primeiro de todos, feito em algum dia de 2004, na furg, enquanto rolava uma aula de português suuuuuuper interessante. :) encontrei no meio dos papéis e acho que vale a pena o registro. Chegou a ser publicado no Jornal Agora, se me lembro bem.

Poema apresentado no 13º Caça Talentos – Festival de Laboratórios da Escola de Comunicação Social da UCPel.

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Valeu, Maria! :) Acho que foi na tua coluna que ele foi publicado até... Abraço.

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  2. Amei, Andréia!! Além de ter me identificado muitíssimo! :)

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