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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Árvore ser

Tenho os pés cravados na terra cinza de um lugar que, afinal, gera, acolhe e aporta a minha inconstância e a coerência torta enquanto as minhas mãos – palomas – fazem-se penas em direção a um céu de brilhos e libertação.

Pés-raízes e mãos-passarinhos, prestes ao vôo, ligam-se por um corpo-tronco de casca frágil, mediando a urgência de ir e a necessidade de permanecer.

Vejo-me árvore. E de onde venho as árvores são capazes de elaborar asas luminosas.

12 de outubro de 2008.

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